quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Amor Próprio



Sua vida é uma página branca
Esperando palavras certas para continuar a história
Pensa e repensa
Erra a acerta

Hoje nada parecia ter sentido
Sentimentos e mentes fora de sincronia
Procurando respostas e motivos

Era a síntese de um amor inacabado
Aprendendo a aprender o valor de si mesmo
Descobrindo a alegria da solidão

O valor da própria companhia
O não projetar no outro a felicidade
Uma metamorfose
Buscando a identidade, espiritualidade
O interior



Prelúdio


Andei de um lado para outro
Sem saber por onde ir
Senti frios e calafrios nesta tarde calorenta

Morri, vivi, aprendi
Nesta fraternidade, na vida, no instante
Acreditei na possibilidade, na mudança
Atrapalhei
Sorri cinicamente e continuei

A dor de um amor fantasia
Da família que deixou dos amores que não deu
Do afago que perdeu, do valor inestimável
Do olhar que te acolheu

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Administradora de tempos



Sabe, deveria ter mais momentos.
Pra acordar tarde, ir em um bom barzinho com comida boa, tomar um chá de manha sem queimar a língua por falta de tempo pra esfriar e sem pressa pra acabar tudo.
Só que depois tomaria um banho daqueles bem animador, lavaria os cabelos com o shampoo de cheiro enjoativo, escolheria uma roupa confortável e iria para o jardim.
Chegaria em doze minutos, sentaria naquela mesa, veria todas as outras no seu devido lugar, comeria na hora certa e iria embora.
Teria a noite livre pra ler, ir ao cinema, namorar, e rever as boas amizades, visitar uma piscina e matar a saudade de cloro dos olhos, ou talvez olhar pro céu de lua minguante.
Chegaria em casa, conversaria com meu irmão sobre a musica chata que ele estava ouvindo, falaria sobre as pérolas de família na mesa de jantar.
Jogaria o cansaço no lixo, e ouviria Buarque até dormir.
Só isso, só mais tempo.
Tenho a impressão que o tempo é quimérico e se desesperar pela falta que ele faz é certeza.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Poema do Confuso



O que acontece com agente
As estrelas são só estrelas
Flores ? São apenas flores
E eu ?

Me vejo em telas pretas e brancas
Vejo meu amor lá
E a bela vida  se ir
Sera crise ?

Temporaria ou eterna ?
Sera que eu vou pra cá ?
Passado que foi embora
É voce que bate em minha porta ?

Futuro, por que corre e machuca tanto
E essa sombra que me assombra
Será meu reflexo no espelho ?

Sem pé com cabeça
Antes que eu fuja
Que coisa sem nexo
Chega de tédio

Borrachas e Canetas



Borracha e canetas para a vida
Que os ventos
Que as novas escolhas escrevam de novo
Em falas e açoes
Em amores, força e felicidade
Chuva forte
Que escorra e lave a tristeza
Onde as mãos tocam o outro
Inspira, e exala

Corre o mundo, o mundo em uma janela
Uma visão pro mar a doura areia
Marcha o homem sobre a terra
Leva ao abraço uma ferida

Dono do não e do sim
Diante de mim
Infinita poesia

Qua grandes palavras
Escritas nas nuvens
Mostrem em reza, o rio
Segue a vida
De infinitas escritas e palavras
Borrachas para os erros sem solução
Canetas para uma nova vida
Amores pra mais historias